14/08/2014

Entrevista: Far From Alaska (RN)

Posted By Porão

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Far From Alaska (por Jomar Dantas)Por Alessandra Braz Santos

Dando sequência à série de entrevistas com atrações do Porão do Rock 2014, a nossa segunda convidada é a banda potiguar Far From Alaska, que toca pela primeira vez no festival – e em Brasília! O show será no dia 30 de agosto (sábado) como uma das atrações do Palco Chilli Beans. O quinteto – Emmily Barreto (voz), Cris Botarelli (synth, lap steel e voz), Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria) – é formado por amigos que não sabiam qual nome colocar na banda. Eles adoram tocar em festivais e, não à toa, praticamente começaram a carreira tocando em um, o Planeta Terra, em 2012.

O Far From Alaska mistura rock pesado com electro e agradou a ninguém menos do que Shirley Manson, vocalista do grupo norte-americano Garbage. No Porão eles vêm mostrar o disco modeHuman, lançado em maio deste ano. Nessa entrevista exclusiva para o nosso site/blog, a “arretada” Cris Botarelli dá mais detalhes sobre a banda, revela o que deseja ver no festival e garante que não liga para esse negócio de se super produzir não.

Porão do Rock – Cris, você disse numa entrevista que adora a vibe de tocar em um festival. Por que acha que é mais legal? Qual a diferença de um show só de vocês?
Cris Botarelli – Porque o clima é interessante. Por um lado, pra quem toca, tem todo aquele relacionamento “inter-bandas” no backstage. Você troca ideia com muita gente, conhece pessoas, já articula algumas coisas, reencontra amigos… É sempre um clima de confraternização. Por outro lado, o público está ali pelo festival como um todo. E embora possam ter preferência por uma banda ou outra, as pessoas vão dispostas a ver mais shows, a conhecer bandas novas e isso é ótimo! Você tem uma turma que não te conhece, mas que vê seu show em uma ótima oportunidade. Com som legal, estrutura bacanérrima, etc. Ou seja, você pode conquistar mais um fã.

Porão do Rock – Aproveitando o ensejo: tem alguma banda que você queira ver no Porão do Rock?
Cris Botarelli – Aí sim, quero ver tanta coisa! Eu adoro ser aquela pessoa que vê (ou tenta ver) todos ou pelo menos a maioria dos shows em festival, sabe? Mas vou citar aqui alguns destaques sem ordem de importância: Brothers of Brazil, que acho muito divertido; Nação Zumbi, pois o último show deles que vi foi no começo do ano, no Recife Antigo, em pleno carnaval – foi surreal! Os “bróders” do Baggios também, que são uns queridos; a Pitty, que tá com show novo… Ai, é muita coisa boa, gente! Tô ansiosa desde já.

Porão do Rock – Vocês são uma banda relativamente nova, mas já conseguiram tocar no Planeta Terra, agora estão vindo pro Porão e agradaram até a Shirley Manson. Como foi para vocês conhecerem ela? E tem algum segredo para já estarem galgando estes caminhos?
Cris Botarelli – Foi uma experiência inusitada, que nos foi proporcionada por esse contato entre bandas que sempre rola nos bastidores dos festivais. Nós a conhecemos depois do Terra no hotel em que estavam todos hospedados, inclusive nós. Foi uma surpresa incrível ela ter nos ouvido, gostado e postado um elogio na página do Garbage. Até hoje as pessoas ainda falam disso. Não tem segredo pra caminhar no rock. É só prezar o suficiente pela sua liberdade de fazer a música que quiser, do jeito que quiser, sem essa coisa de fazer pra se encaixar em um estilo, influência ou pra agradar público “X” ou “Y”. Acho que as pessoas, quando escutam, inconscientemente percebem o que é “de verdade” e o que não é, e acabam abraçando a sinceridade envolvida. No mais, trabalhe e se dedique muito, porque quem tá no rock é pra se lascar (risos)! “It’s a long way to the top if you want to rock ‘n roll” (cita o AC/DC).

Porão do Rock – Vocês lançaram o primeiro álbum modeHuman em maio deste ano. Como será o show de vocês no Porão? Além de tocar músicas dele, tem alguma novidade?
Cris Botarelli – Vamos tocar as músicas do nosso recém-lançado disco, mas a novidade fica por conta do próprio show. Esta é nossa parte preferida dessa coisa louca que é ter banda. Ao vivo é outra coisa, tem toda a troca de energia entre banda e público envolvido. A gente valoriza muito isso. Nunca tocamos em Brasília, então a ansiedade de fazer um show iradíssimo dobra. Como se diz lá em Natal, vamos chegar com “sangue no olho” pro festival (risos)!

Porão do Rock – Onde vocês gravaram o videoclipe de Dino vs Dino? E além dele, vem algum vídeo por aí?
Cris Botarelli – O clipe foi gravado nas Dunas do Rosado, no município de Porto do Mangue, que é uma cidadezinha de pescadores localizada a cerca de 230km de Natal, aqui no Rio Grande do Norte mesmo. É um local bem isolado e sem nenhuma interferência humana. Bem natureza selvagem mesmo. Foi uma loucura tão grande gravar lá que até hoje não sabemos como saímos vivos dali! Sobre outro clipe, a expectativa é fazer um novo registro agora no segundo semestre, mas ainda não temos data de lançamento.

Porão do Rock – Sei que é um saco falar sobre o nome da banda e nós sabemos que vocês estão mesmo longe do Alasca, mas de onde veio este Far From Alaska?
Cris Botarelli – Veio de cinco pessoas chatas que não concordavam com nome nenhum e decidiram colocar qualquer um (risos). Não tem história nenhuma, na verdade, a gente só achava “Alaska” uma palavra sonora e decidimos, por cansaço, acatar a sugestão da mãe da nossa vocalista Emmily: “Que tal ‘longe do Alaska?'”. Hoje em dia a gente adora e acha que tem tudo a ver.

Porão do Rock – Uma das dificuldades de bandas que vem do Nordeste é tocar fora deste circuito. Um dos problemas são as passagens, que são muito caras. Como vocês têm se virado para tocar em outras capitais mais ao sul do país?
Cris Botarelli – É verdade, é caro mesmo. O que a gente faz é ficar atento às promoções de passagens aéreas (não tem jeito) e tentar marcar o máximo de datas possíveis em rotas próximas quando vamos viajar, entre pautas de imprensa e shows. E assim aproveitamos todo o tempo.

Porão do Rock – Vocês também optaram por um som mais pesado com toques eletrônicos. Vocês acham que o som mais pesado e cantado em inglês tem uma boa aceitação aí pelo Nordeste? Ou pelo Brasil?
Cris Botarelli – No Nordeste tem sim, aqui em Natal, especialmente, tem muitas bandas de rock que cantam em inglês e isso nunca foi um problema pra ser consumido pelo público roqueiro daqui. No Brasil ainda existe uma polêmica boba de “por que não cantar na sua língua materna?”. Mas a resposta da gente nunca vai mudar: “porque a gente gosta assim”.

Porão do Rock – E dá para gente umas dicas de bandas potiguares.
Cris Botarelli – Obaaaa, adoramos essa pergunta! Natal é uma das capitais mais promissoras do rock atualmente. Fiquem atentos que tem muita coisa legal daqui, viu? Nossas dicas de hoje vão ser: o Mahmed, Kung Fu Johnny, Fukai, Red Boots e Monster Coyote, sendo essas duas últimas de Mossoró.

Porão do Rock – Para finalizar, você tem sentido alguma diferença por ser mulher e tocar numa banda de rock? Você sente que é necessário estar arrumada, maquiada? Ou isso é bobagem?
Cris Botarelli – Bom, se existe essa necessidade, ela não está sendo suprida (risos). Eu e a Emmily não ligamos muito pra maquiagem e muito menos pra se montar pra tocar, essa coisa de saltão e etc. Poxa, a gente passa o show pulando, dançando e pra gente não rola nada que atrapalhe isso, é o “momento sagrado do show”. Se você não é a Beyoncé, que consegue dançar toda paramentada, é complicado, sabe? No entanto, nada contra, a gente acha até bonito… Nos outros (risos)! Só não usamos, porque não achamos que combina com a gente. Nosso negócio é tênis, camiseta e boa noite! Sabe que as pessoas até comentam às vezes? “Ai, vocês precisam se arrumar mais”… E a gente só dá risada. Deixa assim, uai! Cada um com seu gosto e seu jeito, né?

 
Saiba mais sobre o Far From Alaska: http://www.poraodorock.com.br/albums/far-alaska-rn/

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